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39 semanas... and counting : : 39 weeks... and counting


Já não sei bem explicar como foi a conversa, mas lembro-me de uma vez, a meio de uma consulta com a minha obstetra portuguesa, de falarmos da palavra "obstetrícia" e de ela me ter dito que a palavra tem a ver ou está relacionada com a "arte de saber esperar". Entretanto já procurei investigar a propósito da etimologia da palavra obstetrícia, mas nunca encontrei nada neste sentido...

No entanto, acho que faz sentido, falarmos de uma "arte de saber esperar", quando estamos grávidas.
É esta a arte que mais tenho trabalhado nestes dias...

Com a Madalena e o António esta arte não foi tão trabalhada e apurada, porque com a Madalena o parto foi provocado às 38 semanas e com o António resolvi pedir à Paula (de quem vos falei aqui) para me fazer uma "maldadezita" para acelerar o parto e o facto é que o António também nasceu de 38 semanas.

Já com a pequena Maria, parece-me que esta arte vai atingir a perfeição.
Agora, todos os dias faço mais de três horas de andamento (repartidos entre a manhã e a noite), entre os intervalos das caminhadas tento nunca sentar-me e faço todas as outras actividades da casa, com os pequenos já não evito absolutamente nenhuma tarefa que exija mais esforço, como andar com eles ao colo...

Durante as caminhadas e as actividades de maior esforço tenho contracções intensas e pouco espaçadas mas mal desacelero um pouco, tudo regride para contracções mais espaçadas e menos intensas. Todos os outros sinais fazem-me crer, às vezes, que não faltará muito, mas depois há outras alturas em que parece que ainda vai demorar bastante.

O bom é que continuo a sentir-me cheia de forças e energias, mas sinceramente começo a acusar alguma impaciência com toda esta arte, principalmente porque a médica, depois de me ver assim neste estado fresco e muito fofo (esta última parte na verdadeira acepção da palavra) tratou de me dizer que vamos esticar até às 41 semanas!!!!!

Não concordo mesmo nada com esta teoria, porque eu sei que a partir das 38 semanas, os bebés já não estão mesmo a fazer nada dentro da barriga da mamã, a não ser ficarem mais gordinhos e portanto a trabalharem para porem a sua mamã em ponto de rebuçado durante o parto. Estas teorias de estender até ao limite a gravidez, são a favor do parto natural, do qual obviamente eu também sou apologista, mas por vezes resultam em episódios menos felizes.

Enfim... Por agora, resta-me trabalhar toda esta arte e estar muito atenta à minha pequena e a todos os sinais que vou recebendo que me sussurram: "Está quase..."
A few years ago, I remember to have a conversation with my portuguese obstetrician, about the word "obstetrics", and she told me that this word had something to do with the "art of intelligent waiting". I tried to know more about this, but didn't find anything with this meaning.

When we are pregnant It makes sense to talk about this kind of art... and this is what I've been working during this days.

With Madalena and António I didn't have time to develop this art because Madalena's delivery was induced at 38 weeks. With António, I asked Paula to make me a little bad trick to accelerate all the delivery process, and by this he was also born at 38 weeks.

With my little Mary I think this art will achieve perfection.
Now, I walk three hours per day (between morning and evening). During the breaks I try not to stop and I make all kind of activities in non stop. In addition, with my children I no longer avoid bring them in my arms...

During the more intensive activities I have many intense contractions with small intervals between them, but when I do a little bit less, everything goes backwards. Sometimes, there are others signals making me believe that soon Maria will arrive, but on other times it seems that it´s going to take a long time.

Besides all, I am feeling very well and energetic. Probably because of my positive mood, my doctor said, this last time, that we're going to wait until 41 weeks!!!!

I don't really agree with this theory. For me, the only thing a baby is doing from 38 weeks on, is getting fatter, which can make the delivery more difficult. This theory  promotes natural childbirth, with which I agree, but sometimes this can can also result in unhappy episodes.

Anyway, for now, I should practice this kind of art and be very attentive to my little one and to all the signs that whisper me: "you're almost there!

38 semanas... and counting : : 38 weeks... and counting





Diário de bordo da grávida já farta desta grande pança!

38 semanas
3,5 cm de dilatação
Perda do rolhão mucoso desde ontem
Contracções várias, mas sem grande intensidade e espaçadas
Maria continua a mexer-se alegremente dentro do seu ninho
Mamã e Avó Gilda já em terras belgas
Várias caminhadas, mas até agora, nada...

Vá lá Maria.! Queremos todos conhecer-te!

Pregnant logbook already tired of this big belly!

38 weeks
3,5 cm dilatation
Mucus plug lost since yesterday
Several contractions, but rather weak and widely spaced
Maria still moves happily inside her nest
Mummy and Grandmother Gilda already in Belgium lands
Several walkings and so far nothing...

Go on Maria! We all want to know you!!

Quando chega esta altura #2

Quando chega esta altura posso afiançar, que o que mais comi (pronto, ok, ainda como) durante estes 9 meses foi disto...



e disto...




Todos os dias sai um menu destes aqui para a Dona Grávida (pronto, ok, confesso que não é só um...)


Quando chega esta altura #1

Quando chega esta altura da recta final da gravidez, em que a barriga já é tão grande que há certos movimentos em que já nos sentimos de certa forma limitadas e em que as noites já não são o mesmo dormir descansado, porque não há uma posição confortável em que o corpo possa realmente relaxar, a minha mente começa a ficar neste modo...


Pois é... agora na minha cabeça já só andam imagens de uma mega aula de bodyattack ou de um jogging rejuvenescedor... que saudades de me mexer livremente!!!
Este é um dos outdoors que está junto à feira popular em Lisboa (diga-se de passagem há já bastante tempo!) e lembro-me que quando estava no final da gravidez do António, já com uma grande barriga, de olhar para esta miúda e pensar do quanto já sentia saudades de me equipar e sentir assim!!
Esta semana lembrei-me desta miúda outra vez... porque a barriga começou a atingir aquele ponto que no final do dia me põe a andar à pinguim!
A propósito deste andar à pinguim, descobri que esta forma de andar não está directamente ligada com o peso que já se tem no final da gravidez mas com as hormonas que o nosso corpo começa a produzir com o objectivo de "amolecimento" das ligações dos ossos na zona pélvica para preparar o corpo para o parto.

ES-PEC-TA-CU-LAR!!

Na sexta-feira à noite telefonou-me a Paula.

A Paula e eu, a dois dias de nascer a Madalena

A Paula foi a enfermeira parteira com quem fiz a preparação para o parto da primeira vez que estive grávida.
A Paula é daquelas pessoas com quem toda a gente se quer cruzar na vida. É uma profissional de excelência, é intensa, é preocupada, é dedicada.
Passou  pela minha vida durante 10 escassas semanas e esse tempo ficou gravado dentro de mim da mesma forma que ficam gravados aqueles momentos que partilhamos com amigos de longa data. Ficou tudo tão gravado dentro de mim, tudo o que ela me ensinou, disse e fez por mim.



Desde que a conheci, que não há uma grávida minha amiga a quem eu não recomende a Paula de uma maneira tão intensa e apaixonada, que acabo por dar por mim, a ver as pessoas do outro lado com um ar meio parvo a acharem obviamente que estou a ser exagerada na descrição que estou a fazer. Quem seguiu o meu conselho e teve a excelente oportunidade de a conhecer, sabe que não exagerei um milímetro no que disse. 
Penso que esta desconfiança inicial, não se deve só à maneira intensa como eu descrevo aquelas aulas e a Paula, mas também porque grande parte das pessoas hoje em dia pensa que as aulas de preparação para o parto são simplesmente um grupo de grávidas e papás a treinarem posições estrambólicas e respirações ofegantes.
As 10 aulas de preparação para o parto que fiz com a Paula, ensinaram-me tanto, tanto, a mim e ao meu amor maior, de tudo o que são os fenómenos de estar grávida e ter um bébe, que nunca na vida senti algum medo, ansiedade, com tudo o que se estava ou iria passar. 
Eu tinha aprendido naquelas aulas e sabia detalhadamente tudo o que estava ou que iria acontecer, tudo o que poderia sentir e principalmente como deveria agir.

Mais tarde, com a gravidez do António, voltei a  ouvir dentro de mim todos os ensinamentos que anteriormente já tinha escutado e perto da altura do parto resolvi ter uma única aula com a Paula em jeito de "refresh" de tudo o que poderia estar esquecido e de que eu deveria lembrar-me.

Nesta gravidez foi o mesmo. Ao longo das várias fases lá iam chegando à minha memória todos os pormenores de tudo o que a Paula me ensinou.
Desta vez, resolvi não ligar à Paula porque pensei: "Oh! Agora estou aqui e também já é o terceiro, já não há muito mais a saber..." 
Que totó! Há sempre mais a saber e a aprender...
Felizmente na sexta-feira a Paula telefonou-me.
Ela não tinha que o fazer, mas fez.
Deixou-me falar, falar, falar e dizer tudo e mais alguma coisa.
No final disse-me: "Pronto, agora vou dizer-te tudo o que é diferente numa terceira gravidez e num terceiro parto e tudo o que precisas de saber para tudo correr bem".
Debitou três a quatro chavões que só uma pessoa que já fez muitos partos e com a experiência que ela tem nos pode darr.
Mais uma vez fiquei impressionada com todas as explicações científicas que a Paula me deu para todas as descrições corriqueiras que eu fiz do meu estado e com todos os próximos episódios que me esperam.
Mais uma vez fiquei impressionada com o ES-PEC-TA-CU-LAR ser humano que a Paula é.
Eu estava muito descansada com tudo, mas agora estou ainda mais.
Obrigada querida Paula!

34 semanas... and counting


Assim que chegámos cá tivémos consulta de rotina para check up! Tudo continua aparentemente bem.








A estadia em Portugal, cheia de jantares, festas e coisas boas resultou em mais dois quilos em cima... Já lá vão 15... ai, ai!











Tirando o peso eu continuo fresca e fofa, assim como a nossa bébe!
A energia ainda não baixou e continuo com a mania das arrumações e organizações.
Esta semana quero deixar tudo o que diz respeito à Maria arrumado porque a partir de agora tudo pode acontecer!

Em contagem decrescente para o Grande Momento!!!

31 semanas... and counting


31 semanas!!
A semana passada pudemos espreitar a nossa mais pequenina porque tivemos a consulta de rotina e a ecografia. Conforme eu já previa pelas suas movimentações, já está de cabeça para baixo e agora muito dificilmente voltará a mudar de posição (o que é muito bom, para as coisas evoluírem todas no sentido natural). Já pesa 1700 gramas e tudo o resto está espectacular!

Com a mamã também vai tudo bem. Continuo-me a sentir ainda com muita energia e continuo sem ter acessos e vontades malucas de comer, o que é bom, mas que não quer dizer rigorosamente nada... porque já cá cantam 12 quilos e como agora se aproxima a época natalícia e ainda por cima em terras lusas, não auguro um peso final muito comedido.

Quando estive grávida da Madalena ganhei 14 quilos, na gravidez do António ganhei 18 quilos e agora parece que também já vou muito bem lançada para atingir para aí uns 18.... ou mais!
Enfim, se tudo correr bem, durante o período de amamentação tudo voltará ao normal com um bocadinho de regras.

Aproximamo-nos a passos largos dos momentos finais. A Madalena e o António nasceram os dois de 38 semanas e espero sinceramente que a Maria também. Das 38 às 40 semanas, os bebés já não estão a fazer mais nada dentro da barriga da mamã, senão a ganhar peso, e como os nossos bebés às 38 semanas normalmente já têm um peso jeitoso (os meus outros pequenos nasceram com cerca de 3500 gramas) a Maria pode nessa altura deixar-se do bem bom e vir conhecer todo o maravilhoso mundo novo que a espera, que a mamã agradece.

Lembro-me quando estive grávida da Madalena, que gostei tanto de tudo, que nem me preocupava em que semana é que ela nasceria, por mim estávamos lindamente as duas assim. Sinceramente, acho que era um bocadinho aquele sentimento de dúvida perante o desconhecido que se avizinhava: "Como é que será ter um bebé nos braços? E tratar dele? E tudo e tudo?"... e por isso achava que a gravidez poderia demorar sempre mais um bocadinho, porque aquela situação já eu conhecia bem.

Agora e apesar de gostar desta sensação de sermos só as duas, a minha vontade de a conhecer e de a ter nos braços é maior e por isso desejo ansiosamente que chegue "o dia"... mas devagarinho (são sentimentos um pouco contraditórios, eu sei) para eu poder poder saborear e gravar na minha memória todas as coisas boas que estou a viver.

28 semanas... and counting

A Maria tem agora, mais ou menos, o tamanho de uma beringela bem grande. Pesa cerca de 1 quilo e mede cerca de 38 cm. Parece-me já imenso e quando olho para a minha barriga tenho alguma dificuldade em imaginá-la ainda com espaço para os movimentos que vai fazendo... mas consigo perceber, por tudo o que faz, que está contente com a sua vida. Nesta altura já abre e fecha os olhos, conseguindo entender a quantidade de luz que vem do exterior e o seu ouvido já está mais apurado. Por isso, todas as noites, antes de adormecer coloco-lhe o seu primeiro brinquedo musical a tocar... Fiz o mesmo com a Madalena e o António e sei que quando nasceram e ouviam a música que eu lhes punha enquanto estavam na barriga, a reconheciam e sossegavam para a escutar. Não é um sossegar por aí e além, claro, mas transmite-lhe de alguma forma, que tudo vai ficar bem.


Com a mamã tudo vai muito bem, sem qualquer maleita ou achaque chato que mereça registo... Tenho a sorte de, enquanto estou grávida, a minha vida não se alterar praticamente nada, faço tudo da mesmíssima maneira que quando não o estou e apenas na recta final me torno num gigante pinguim e me sinto mais limitada nos movimentos. Para uma mulher, ser privada da sua liberdade de movimentos e não poder fazer a sua vida normal durante a gravidez, deve ser verdadeiramente duro.

Entretanto, com os meus pequenos e em particular com o António, porque ainda não tem maturidade suficiente para perceber o que o espera, vou-lhe mostrando vídeos, como este, do que se está a passar dentro da minha barriga e orientando-os desde já para todos os acontecimentos que se vão aproximando, tanto para o nascimento propriamente dito (onde vou estar, quantos dias não vou estar em casa, etc) como para o depois do nascimento. Assim, quando chegar o momento já sabem de antemão tudo o que irá acontecer e ficarão com certeza muito mais tranquilos. Os pequenos precisam de saber a sua "timetable" para se sentirem seguros e com confiança, mesmo que ainda falte algum tempo para determinados acontecimentos se realizarem, porque assim, vão maturando a ideia com calma e sem pressas.

26 semanas... and counting


26 semanas.... A barriga continua a crescer (e muito!) e a Maria continua feliz e contente na sua piscina privada. Tão gira esta miúda! Tão ritmada e previsível, com uma agenda sempre muito regular e constante. 
Tenho uma pena que o tempo passe tão rápido quando estou grávida porque gosto tanto... mas, às vezes também me apetece que chegue rápido o fim, na ânsia de finalmente ter a minha bebé nos braços. É uma contradição de sentimentos, que me acompanhou e acompanha, sempre que estou grávida, principalmente durante o segundo trimestre, em que ainda não estou muito pesada e parece que ainda tenho uma grande energia, que normalmente me dá para só querer fazer arrumações, alterações e organizações.

A propósito de organizações, no outro dia, já passei vistoria a todas as roupas de bebé do António e da Madalena, para ver se precisava de alguma coisa mais. É uma pena a Maria nascer um bocadinho desfasada em termos de estação relativamente aos irmãos e principalmente estarmos aqui nos pólos. Se estivéssemos em Portugal, penso que conseguiria resolver com o que tenho, mesmo nascendo ela em Fevereiro e tendo os irmãos nascido em Maio e Junho, mas por aqui Fevereiro é verdadeiramente gelado e o frio estende-se até finais de Maio... Por isso, bye-bye vestidos e roupinhas lindas de morrer de menina que tenho mas de estação quente. De qualquer das formas tenho um guarda roupa enorme e para os primeiros três meses só preciso mesmo de apostar em mais uns quantos bons interiores, uns macacões de exteriores todos forrados em pêlo, gorros e botinhas. 
Isto de ser o terceiro filho e de já termos uma menina e um menino faz com que tenhamos tudo e mais algumas coisa e já consigamos distinguir o que realmente precisamos e o que é acessório. 
Toda a gente me diz: "Terceiro filho? Que corajosos!", mas cá para mim, para já, só penso: "Oh! Vai ser canja!"

24 semanas... and counting



O tempo vai girando e a nossa bebé vai crescendo... a Maria continua muito bem, por enquanto não dá trabalho nenhum. Por esta altura tem o tamanho de uma massaroca de milho.

Já a mamã, anda cheia de achaques nesta semana... ando assim a modos que Quasimodo (para quem não sabe, o corcunda de Notre Dame) e não é por causa do Halloween que se aproxima. Desde domingo que acordei assim meio zarolha, a pálpebra de um dos olhos sempre a inchar cada vez mais e na segunda-feira, por precaução, resolvi passar no hospital e acabei por passar lá a manhã toda. Nada de especial, pelos vistos tenho um dos canais da pálpebra obstruídos e isso está a causar uma inflamação no olho. Se não estivesse grávida teria que tomar antibiótico, mas como estou, tenho que fazer uma mezinha mais caseira: massagens com uma compressa embebida em água... Ok, não é grave mas é incomodativo que se farta andar assim com um olho à Garfield a meia aste, com comichão e dormência. 
Como se não bastasse, na segunda-feira acordei com um ouvido completamente tapado. Sempre tive muitas maleitas de ouvidos em criança e agora em adulta vai na volta fico completamente surda de um dos ouvidos. Como não me apetece nada passar outra manhã em médicos ando a ver se consigo resolver isto com alguns truques já utilizados noutras alturas de surdez. Pois, eu sei, há-de passar, mas nos entretantos começo a perder a paciência para este estado de zarolha e surda!

22 semanas... and counting



Agora o corpo da Maria é mais ou menos do tamanho deste tipo de abóboras e já pesa cerca de 500 gramas.
Ontem foi dia de fazermos a nossa ecografia morfológica e podermos ver outra vez a nossa mais pequenina. Normalmente sempre que a vejo está a chuchar no dedo e muito calma... As ecografias com ela são sempre fáceis e rápidas porque ela mantém-se sempre muito sossegadinha e vai-se virando ligeiramente para as posições certas que permitem ver tudo o que é preciso. Ficámos contentes com o médico da ecografia e com tudo o que foi explicando. Mostrou-nos um pequeno 3D da sua cara e ofereceu-nos a foto... Eu sei que estes 3D são pouco fidedignos mas por agora parece que vem aí uma bela bochechuda! 










Na barriga a Maria é muito pacífica e com horários já muito regulares, mas a história pode vir a ser outra, quando estiver cá fora. A Madalena já sente os pontapés da mana, porque tem um truque infalível para a acordar: dá-me um abraço forte, com a cabeça encostada à minha barriga e a Maria como se sente apertada reclama logo de seguida com uns pontapés na bochecha da sua mana. A Madalena fica toda contente diz-me: "Vês mamã, ela já gosta de mim!". O António ainda não tem a paciência e concentração certa para sentir a sua outra mana, mas acho que já vai começando a perceber melhor o que se passa dentro da minha barriga.






Modo "perdigueira"

Um dos sentidos pelo qual mais me sigo é o cheiro... Normalmente, a minha primeira impressão de quase tudo, passa muito pelo cheiro. Gosto de associar cheiros a tudo. A épocas da vida, a pessoas, a acontecimentos, a estações do ano, a comidas, enfim... Tudo para mim fica gravado de alguma forma com um cheiro. Mas quando estou grávida isto é por demais... Como o meu amor maior diz, fico assim a modos que como uma "perdigueira". Os cheiros tornam-se todos muito mais intensos, sejam os bons, os maus, os frescos, os enjoativos... e obviamente que isso às vezes traz coisas boas, mas noutras alturas tenho que sair do sítio em modo apneia, para não ficar incrivelmente mal disposta... Pior mesmo é quando tenho ao pé de mim uma pessoa, com quem tenho que estar ainda algum tempo e essa pessoa tem um perfume com uma intensidade para cima do normal e do estilo muito quente e adocicado... Até deixo de conseguir pensar... e foi o que me aconteceu ontem, com uma colega do curso de francês, durante uma visita ao Museu Magritte.

"4.º Trimestre de Gravidez"


A gravidez num ser humano dura três trimestres e estes três trimestres não são unicamente para o bebé se desenvolver até à altura certa de nascer. São também três trimestres de alterações para o corpo da mamã, três trimestres de alteração também da sua mente, três trimestres de maturação para a nova vida que chegará para ambos, para o bebé e para a mamã. 
Centrando-me apenas nas inúmeras mudanças que o corpo de uma mulher vive durante a gravidez, não consigo deixar de pensar que toda esta metamorfose, às vezes, passa um bocado para o mundo do fantástico! Pequenas poções mágicas (vulgo hormonas) espalham-se pelo nosso corpo e conseguem alterações verdadeiramente mágicas. A maior parte das vezes contínuo a ficar maravilhada e surpreendida e confesso que algumas são de partir a rir... 
E no final do terceiro trimestre? O que se segue?
A gravidez termina, mas as mudanças não. É uma etapa um pouco diferente mas que acarreta igualmente coisas igualmente fantásticas e por vezes algumas até inexplicáveis. 
Para algumas mulheres estas transformações são qualquer coisa de enigmático e belo, já que estão associadas ao maravilhoso "milagre da vida", mas para outras, não é tanto assim e acabam por passar por alturas menos simpáticas da sua vida...
Recentemente, a fotógrafa Ashlee Wells Jackson, resolveu documentar este assunto, da transformação do corpo da mulher, mais precisamente no "4.º Trimestre de Gravidez" e lançou este projecto, "The 4th Trimester Project", que podem espreitar aqui bem como algumas das fotos que ela tem feito.

20 semanas... and counting


Num piscar de olhos chegámos a meio da nossa gravidez... Gosto sempre muito dos tempos em que estou grávida e apesar de querer muito ter os meus bebés nos braços, tenho sempre pena que o tempo vá passando tão rápido. É bom poder andar por todo o lado com o meu bebé bem junto a mim e poder sentir todas as coisas boas desta fase. Agora a Maria está mais ou menos deste tamanho... do tamanho de uma banana.

Esta semana pude vê-la na barriga e fiquei tão contente! Uma coisa é senti-la e outra é poder espreitá-la! É bom ir vendo como vai crescendo, como o seu corpo vai mudando e ficando mais gordinho.
Esta semana tivemos a primeira consulta com o médico que vai acompanhar a gravidez até ao fim, o Dr. Graham Hutchings, no Hospital Universitário de Saint-Luc, que é onde a Maria vai nascer. Gostei imenso do Dr. Graham, do médico da ecografia, da maneira como esta foi feita, do que foi verificado e de todo o restante acompanhamento que recebi, em termos de análises e outras coisas que tais. Sinto-me feliz e muito mais confiante com este acompanhamento, muito semelhante ao que sempre recebi em Portugal, por oposição ao que recebi no início desta gravidez, aqui em Bruxelas, mas com um outro médico no privado. 



19 semanas... and counting





A Maria vai bem... nesta altura tem mais ou menos o tamanho de um tomate como este, sendo que o tamanho de um bebé na barriga é normalmente medido da cabeça até ao rabo. Tem cerca de 15 cm e 250 gramas. Dá voltinhas e pontapés, ainda muito ligeiros, mas cada vez mais frequentes.

A mamã também vai bem... Tirando  uma dor de garganta instalada há dois dias (por minha própria casmurrice com o uso das roupas de verão quando o frio chegou)... Mas pronto, agora já estou resguardada disso tudo, com roupas quentinhas à Outono e chás de limão com mel.

17 semanas... and counting


A nossa Maria já tem 17 semanas e de vez em quando, muito levemente, estilo cobrinha, já vai concordando ou discordando do que se vai passando cá fora. 
Todas as minhas gravidezes foram muito tranquilas, sem sobressaltos, mas nesta, não sei se é por ser a terceira e por obviamente já saber e me tranquilizar a mim própria com tudo o que vou sentindo, parece-me que tem sido ainda mais tranquila... Até aqui ainda não pensei em pormenores concretos de logística  (aliás das outras vezes também só comecei a tratar de tudo bem tarde) mas agora que já chegou toda a "tralha" de bebé que enviámos de Portugal (alcofas, cadeiras, carrinhos, parques, cadeirinhas e caixotes e caixotes de roupa!), já vai sendo tempo de começar a preparar e organizar algumas coisas.
Com a Madalena e o António fiz um Diário de Gravidez muito completo e exaustivo, cheio de recortes, fotografias e acontecimentos de toda a gravidez e desta vez obviamente que vou fazer um, mas já estou tão atrasada! Nove meses passam a correr e num piscar de olhos a Maria vai estar nos nossos braços!

14 Semanas


Cruzei-me com esta pintura muito antes de termos pensado em alguma coisa... mas guardei-a porque gostei tanto dela. Tenho pena de na altura não ter guardado o autor, mas neste momento tão especial das nossas vidas não consigo deixar de a publicar aqui.
No meio de imigrações, algumas indecisões pessoais e profissionais, mudanças e mais mudanças, decidimos deixarmo-nos levar mais uma vez pela voz e pelo apelo tão forte dentro de nós de sermos papás...
Sim, andamos em estado de felicidade absoluta. 
Sim, estamos grávidos pela terceira vez e andamos tão, tão contentes!
Sim, vamos ter mais uma princesa neste castelo... (facto do qual o médico ainda precisa de uma melhor confirmação daqui a uns dias, mas do qual eu tenho tanta certeza... é o tal instinto de mamã, foi assim com os outros e acho que desta vez também vai bater certo)
Sim, vamos ter uma Maria!