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Andasse eu por Lisboa... #10

... e ía directa à Zillian e tratava de arranjar um deste sapatinhos para mim e para as minhas pequenas princesas... em azul, de preferência.
Confesso que às vezes dou por mim a ser excessivamente matchy-matchy mas o que é que querem, adoro mesmo pensar em todas estas coordenações lindonas!

andasse eu por Lisboa e passava ...#9


... pelo novíssimo e aclamado Mercado de Algés.
O Mercado de Algés junta no mesmo foodcourt 16 espaços, entre os quais 10 restaurantes, duas gelatarias, dois bares, um café e um mercado de bolos e belíssimas esplanadas.

Um destes espaços é o Peixe Ó Balcão do grande ribatejano e scalabitano Rodrigo Castelo, um miúdo da minha idade, que tem já em Santarém a Taberna Ó Balcão que, apesar de ter aberto apenas em 2013, é já um verdadeiro caso de sucesso, não só para o público regional, mas para os apreciadores de boa comida em geral.



Quando for ao Mercado de Algés penso que vou padecer do mesmo mal que a repórter da NiT, tal é a abundância de coisas boas





Amália na calçada de Alfama

Ruben Alves, o realizador do sucesso de bilheteiras em Portugal Gaiola Dourada, foi convidado a produzir um novo disco sobre Amália.
Amália, as vozes do fado, sairá no dia de 17 de Julho e nele estão reunidas algumas das vozes mais famosas do fado contemporâneo para cantar Amália, entre as quais Ana Moura, Carminho, António Zambujo, Camané, Gisela João e Ricardo Ribeiro.
Nesta produção, Ruben Alves convidou para conceber a capa do disco o street artist Vhils (Alexandre Farto), a pensar no fado como música urbana, pertencente às ruas.
Vhils criou, em parceria com os calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, esta extraordinária obra de arte.



Arquitectura lisboeta sob outra perspectiva

O fotógrafo alemão, Sebastien Weiss, colunista da revista AD Architectural Digest Germany ,visitou recentemente Portugal e fotografou alguns ícones da arquitectura lisboeta vistos de um outro prisma.... 







Adorei ver esta colecção de fotos de Lisboa e outras igualmente curiosas no Le blanc do Sebastien.

andasse eu por Lisboa e passava.... #8


... e ía direitinha almoçar ao Gomo !
Ainda por cima fica mesmo no meu bairro, na espectacular Duque d´Ávila.
A julgar pelas fotos, entra-se no Gomo e só dá vontade de ser saudável e comer bem.
Tem frutas fresquíssimas à venda de produtores nacionais e outros produtos de mercearia tudo do mais saudável que pode haver.
Tem menus de pequenos almoços, almoços e lanches numa escolha variadísima de saladas, wraps, sumos, sumos detox, cereais para pequenos almoços, sobremesas e tudo aparentemente delicioso e saudável.
Em Agosto, não me escapas Gomo!


Andasse eu por Lisboa e passava.... #7

.... pelo Café da Garagem.
O Café da Garagem fica no Teatro Taborda, na Rua da Costa do Castelo, em Lisboa e só a vista deve ser qualquer coisa!
Nunca lá estive, mas as super fotografias da Xiomara Marques (adoro esta fotógrafa! - podem espreitar mais do seu trabalho aqui e aqui) deixam-me a sonhar...








Andasse eu por Lisboa e passava... #6



... pelo "Careca", a espectacular pastelaria do restelo! É que da últimas vezes que estive em Lisboa não fui lá e estou cá com umas saudades dos palmiers e dos croissants de lá...! Umas autênticas bombas calóricas, mas pronto, de vez em quando, sabem mesmo bem... Da próxima, vou arranjar um buraquinho para lanchar lá. Já está na lista dos locais a ir quando aterrarmos por aí.

Andasse eu por Lisboa e passava... #5


...pelo novíssimo espaço "urban cool" da cidade no Palacete Ribeiro da Cunha, no Rríncipe Real. O palacete foi todo reabilitado e transformou-se numa galeria comercial que reúne cerca de 20 marcas de criadores portugueses, desde a moda, ao lifestyle, restauração, música... podem saber tudo com mais pormenores aqui. 
Como tenho um fraquinho muito forte por esta zona da cidade de Lisboa (que saudades dos tempos em que lá vivi!) fico toda contente de saber que aquela zona está cada vez mais bonita e que tem tantos espaços novos para visitar.

Andasse eu por Lisboa e passava... #4



Pelo Santini do Chiado com a malta toda! Com as temperaturas que por aí andam de dia, as noites de Verão chamam para a rua. Por isso se hoje estivesse por aí, estava tudo convocado para um gelado no Santini do Chiado. Para mim quero os sabores côco e tangerina, ou meloa, ou morango, ou....

Andasse eu por Lisboa e passava ... #2

... pela Av. Duque D´Ávila.

Fosse Inverno, Primavera, ou Verão este era muitas vezes o nosso passeio ao entardecer. Nos dias mais frios parávamos logo na "Rialva" para beber um café e dar um dedo de conversa com a D. Paula e o Sr. Gomes, os donos da casa. Incansáveis atrás do balcão, com um sorriso sempre para oferecer a quem por ali passa. A Madalena e o António adoravam lá ir, pelos mimos e porque eram sempre presenteados com uma língua de veado. 

Às vezes, íamos um pouco mais à frente, e parávamos no nosso eterno "Sequeira". O Sr. Vitinho, a D. Rosário e D. Fátima, já nos conheciam e era só distribuir mimos por todos nós. O Sequeira era muitas vezes também o nosso ponto de paragem nos pequenos-almoços de fim-de-semana. 
Nos dias mais quentes sentávamo-nos na esplanada da "Padaria Portuguesa" a cafezar ou na esplanada do "Manjar do Duque" a comer uns caracóis ou um gelado. Nestes dias, em que o sol se demorava a esconder, podíamos prolongar o passeio até mais tarde no Jardim do Arco Cego ou simplesmente a caminhar no corredor da Avenida...

Andasse eu por Lisboa e passava ... #1

... pelo Arco. Que saudades dos tempos que por lá andei. 
Saudades de toda a liberdade que sentia quando ia para lá, de ser dona e senhora de todas as minhas vontades e desejos, de poder fazer tudo o que me dava na "real gana" quando fechava a porta da Câmara às 17:30 e abria a porta da minha "outra vida".
Duas vezes por semana saía da Câmara a correr, com todos os materiais já na mala, enfiava-me no metro até à "Baixa" e depois pegava o "Eléctrico 28" até ao Miradouro das Portas do Sol, depois eram só mais uns passos na direcção do Castelo de São Jorge e a meio da encosta ficava o Arco. Só o caminho até lá já era uma lufada de ar fresco no meu dia e uma inspiração para as horas que se avizinhavam.
O Arco funciona num edifício antigo, com a estrutura em madeira já bastante deformada pelo tempo, mas com detalhes preciosos, como toda a caixilharia em ferro aberta sobre o estuário do Tejo, os cavaletes, os estiradores, os cheiros a óleos e terebintinas impregnados naquelas salas, os desenhos esquecidos, os materiais perdidos, a luz...



Assim que lá entrava o mundo todo transformava-se em cores, pincéis, paletas, desenhos livres, materiais inesperados, modelos humanos, modelos inertes e um conjunto de clientes eclécticos debruçados sobre este mundo. O Arco é uma escola sem bitolas. Ao princípio estranha-se este novo modo de aprendizagem (eu que sempre precisei de tudo tão sistematizado) mas depois começa-se a tomar o gosto por navegar à deriva, ao sabor da nossa corrente e a confiar no nosso leme... Eram horas em que o pensamento se ausentava e nos entregávamos intensamente ao que era proposto, sempre original e diferente. Os orientadores apenas lançavam o mote e a partir daí era ver as coisas diferentes que resultavam de uma única premissa inicial. Entrávamos com uma luz radiosa a invadir toda a sala e à medida que íamos comandando o rumo da nossa linha ou pincelada, por este ou por aquele caminho, o sol ía declinando a poente, as luzes da encosta e da margem sul do Tejo iam se acendendo e arrumávamos tudo já noite cerrada, com um cenário por de trás do envidraçado diferente, mas sempre perfeito.


Saía sempre refrescada, surpreendida e contente com os desenhos e pinturas que trazia debaixo do braço.
À porta esperava-me o meu amor maior e ainda podíamos jantar tardiamente ali por perto ou dar um salto até ao Bairro Alto... Grandes vidas...

Lisboa


De volta a Lisboa. Esta é de facto uma cidade especial.
"Lisboa é linda" de Gonçalo Valente para ver aqui.


Lisboa

Esta fotografia está pendurada na nossa sala... Hoje ao almoço a Madalena comia muito concentrada a olhar para ela. Às tantas: " Mamã, tenho saudades de Lisboa." Tão pequenina a minha menina e tão madura em todas as suas análises e introspecções. Saudades de Lisboa...