Este Portugal que eu amo...

Sabe bem estar no nosso país.
Passear por ruas, avenidas e recantos que nos transmitem conforto porque os conhecemos tão bem.
Descobrir lugares novos que nos deixam um sabor bom e nos fazem sonhar com um regresso.
Sabe bem falar e estar com a família, amigos, vizinhos, colegas, ser mimado, ser ouvido.
Sabe bem comer coisas boas sem ter que ser eu a cozinhá-las.
Sabe bem o nosso sol, a nossa luz, o brilho do rio Tejo e o mar.

Foram 15 dias com uma agenda completamente cheia, corremos muito para estar com todos.
Um pequeno -almoço aqui, um almoço acolá, um lanche com este ,um jantar com aquele...
Chegamos tão excitados a cada encontro que nem conseguimos ter a calma e descontracção para poder desfrutar bem de tudo, de sabermos todas as novidades que queríamos e de contarmos também as nossas. São encontros fugazes, com o tempo contado.

Apesar de tudo, foi tudo muito bom.

Estivemos com os avós, os bisavós, os primos, os tios, as tias os amigos pequeninos e os grandes, com todos os novos bebés que nasceram, com os colegas de trabalho, com os colegas de curso, fomos até Grândola passar um dia delicioso, passeámos em Cascais, passeámos pelo Chiado e pela Baixa, fomos à LisbonLovers e comprámos um Santo António e andorinhas Bordalo Pinheiro, fomos ao circo, jantámos sushi com os amigos, descobrimos novos lugares recomendados pela TimeOut, jogámos matrecos, passámos um belo par de horas na FNAC, vimos projecção de slides antigos de família... 

Ficam algumas fotos (até estas também nos escaparam aos montes, por falta mesmo de máquina, ou por demasiada excitação e entusiasmo que levaram ao esquecimento...)
































No fim de tudo a partida.
Mais uma vez este difícil exercício de desapego.
Este exercício que é bem mais difícil para os que ficam (não para todos claro), do que para os que partem.
Mais difícil para aqueles em que nós somos um pouco o oxigénio das suas vidas.
Para aqueles em que cada dia que passam sem a nossa companhia, é um dia menos quente das suas vidas e principalmente para aqueles que se despedem de nós como se fosse pela última vez.

É o carrossel da vida. E aqui vamos nós para mais uma volta, mais uma viagem!


2 comentários:

aloureiro disse...

Ritinha

A metáfora da vida é mesmo essa, um carrossel que não pára e em cada volta a viagem pode ser fantástica ou desagradável, tal qual os altos e baixos da nossa efémera passagem.
Há que saborear todos os bons momentos, pois esses fazem-nos crer que vale a pena cada viagem do carrossel.

Bjs e bom ano de 2015

Anónimo disse...


E continuaremos a andar nesse carrocel, de vez em quando, com voçês.

Um grande 2015. Bjs para todos