Durante as últimas semanas o tema que o António tem estudado na sua classe é a comunidade e sociedade que nos rodeia. Dentro deste tema um dos capítulos abordados foi o das profissões, perceber as diferentes profissões que existem, porque precisamos delas, etc.
Hoje foi o dia para cada aluno encarnar a profissão que gostaria de um dia ser...
Quando perguntei ao António o que ele gostaria de ser, respondeu-me:
"- Pelotão!
- Pelotão? Mas o que queres dizer com isso?
- Pelotão! Não sabes o que é mamã?
- Não, não estou a ver...
- Pe-lo-tão! - repetiu ele mais lentamente e com um ar de grande evidência como que a querer insinuar "que choné não está a perceber nada!"
- António vais ter que explicar por outras palavras o que gostavas de ser.
- Um pelotão é o piloto do avião!
- Ah, pois claro! Que tonta que eu sou...
Após esta conversa corri as lojas todas em busca de um fato de piloto mas nesta altura e apesar das inúmeras lojas com máscaras que por aqui há, só havia máscaras mais comuns como polícia e bombeiro.
Pensei um bocadinho e contrariamente ao que eu sempre achei de péssimo gosto fazer com os filhos, tive que sugerir-lhe ele vestir-se à engenheiro civil... Digo contrariamente porque não estou nada de acordo com os pais que resolvem impingir toda a vida uma profissão aos seus filhos. Cada um deve escolher livremente o que quer ser... Obviamente que este processo de decisão é um caminho muito complicado e por vezes numa idade muito precoce e por isso os pais não podem deixar de ter um papel importante nesta decisão mas tão somente como conselheiros, explicando prós e contras deste ou de outro caminho.
Bom, mas o António tem apenas quatro anos e a verdade é que a máscara de um engenheiro civil é super fácil de fazer e no fundo foi muito fácil de o convencer: "Vais como o papá!" (também lhe expliquei que ia como a mamã, mas isso tornou-se uma história muito longa de lhe conseguir explicar... "tu és engenheira civil?... sim.... mas não trabalhas.... pois... mas...... bá, blá, blá, pois querido, vais como o papá!")
Como ele tinha que explicar à classe de que é que estava vestido e o que um engenheiro civil faz, fiz-lhe um pequeno cartaz como auxiliar da sua mini-apresentação e coloquei-o no seu suporte para projectos.
Foi para escola ainda mais contente que o habitual, com um ar, como o seu capacete tão bem indicava à "boss"!

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