Nós sabíamos que esta história ainda não tinha terminado...
No início desta semana o António teve a consulta de dentista para controlar a evolução (ou não) do "mau estar" do seu dente.
Em boa verdade, não esperávamos grandes notícias e de facto foi o que aconteceu.
A inflamação mantinha-se. Uma inflamação crónica, nunca com tendência a diminuir ou a desaparecer, mas sim a manter-se ou a agravar-se.
A opinião da dentista voltou a ser de retirar o dente.
A intervenção a ser feita, deveria ser ainda esta semana, para o papá estar ainda por cá e agilizar todas as questões familiares.
Ele sabia que ía tirar o seu dente doente, ele sabia que tinha que ser corajoso e forte, ele sabia que tinha que pôr uma máscara da coragem (inalação de gás que permitia deixá-lo ligeiramente tonto, mas consciente, sendo o intuito apenas o de retardar as suas reacções), ele sabia que a fada dos dentinhos lhe ia trazer um super presente...
Eu sabia que provavelmente não seria assim tão fácil, nem como eu lhe explicara a ele, nem como a dentista me explicara a mim. Eu sabia que também eu teria de estar cheia de coragem e que obviamente não poderia vacilar, porque afinal de contas, a mamã é o porto seguro, é a que diz que tudo vai ficar bem.


Somente a inocência de uma criança pôde fazê-lo partir para esta pequena intervenção todo feliz.
Somente a inocência de uma criança pôde fazer com que ele corresse todo contente pelo corredor do hospital quando ouviu chamar pelo seu nome.
Somente a inocência de uma criança pôde permitir que ele se sentasse na cadeira do dentista com um olhar sorridente e determinado para o que se seguiria.
Somente a inocência de uma criança... mas também o seu grande temperamento bravo, corajoso, destemido.
Juro-vos que não estivémos mais de cinco minutos dentro do consultório.
Choca-me este exercer da medicina de maneira tão fria, tão maquinal, tão ausente de sentimentos.
Deita na cadeira, coloca máscara (os seus olhos perdidos nos meus) dá anestesia local, pega em alicate, puxa o dente (e ele sai de um ápice!), muito sangue, uma compressa, fecha a boca, a máscara de gás (e os seus olhos perdidos nos meus), levanta, aqui está o dente.
Coma só coisas moles e frias hoje, adeus.
Coma só coisas moles e frias hoje, adeus.
Saio com o António, a boca toda inchada e dormente, um buraco enorme no sítio do dente, começa a chorar " Não está bem mamã, não está bem..."
Vai ficar tudo bem pequeno, vai ficar tudo bem.
Adormeceu ao meu colo. Dormiu durante três horas.
Acordou bem disposto e apesar de ainda se queixar animou-se por poder comer um gelado.
Olhou para o seu dente na caixinha e não o largou mais o resto do dia.
Na manhã seguinte recebeu da fada dos dentinhos uma máscara de guerreiro e não podia ter ficado mais contente.
Penso que, por agora, esta crónica da morte anunciada de um dente, termina aqui.
Sim, porque o nascer do novo dente, pelo que a dentista nos explicou, dará concerteza lugar a uma outra crónica, daqui a uns três ou quatro anos.
Vai ficar tudo bem pequeno, vai ficar tudo bem.
Adormeceu ao meu colo. Dormiu durante três horas.
Acordou bem disposto e apesar de ainda se queixar animou-se por poder comer um gelado.
Olhou para o seu dente na caixinha e não o largou mais o resto do dia.
Na manhã seguinte recebeu da fada dos dentinhos uma máscara de guerreiro e não podia ter ficado mais contente.
Penso que, por agora, esta crónica da morte anunciada de um dente, termina aqui.
Sim, porque o nascer do novo dente, pelo que a dentista nos explicou, dará concerteza lugar a uma outra crónica, daqui a uns três ou quatro anos.

2 comentários:
Q pena o dentinho e o mais q vem a seguir. Esperemos q n. Beijinhos. Célia
Q pena o dentinho e o mais q vem a seguir. Esperemos q n. Beijinhos. Célia
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