Há alturas na vida em que o ser humano se depara numa encruzilhada...
Viro à esquerda? Ou vou em frente? Ando mais durante um tempo a passe, ou dou um arranque directo a galope para a meta? Trabalho aqui, ou ali? Estudo isto ou aquilo? Gosto disto ou daquilo? Quero este... não espera... quero o outro... O ser humano é mesmo assim, nunca está completamente satisfeito e há alturas em que se proporcionam ainda mais todos estes pensamentos.
Nos poucos meses que frequentei o curso de Arquitectura tive um professor que um dia disse na aula:
- "Vocês não se devem pré-ocupar com nenhum assunto. Não gastem de maneira tão inválida o vosso tempo..." O que ele nos queria dizer de maneira tão óbvia, recorrendo à génese da própria palavra "preocupar", é que não nos devíamos "ocupar antes da hora com algo que ainda não aconteceu".
Um pensamento tão lúcido e racional. Nunca mais o esqueci e digo-o muitas vezes para mim mesma, quando a cabeça está no estilo "overthinking".
Ir por aqui, por acoli ou por acolá não é o essencial na nossa vida e por isso não nos deve pré-ocupar em demasia. O essencial, como dizia o "Principezinho" do Antoine de Saint-Exupéry é invisível. E o meu essencial invisível faz-me tão, tão feliz, que agora é isso que mais me importa.
Ser feliz agora nesta recta, mesmo que lá mais à frente tenha que fazer uma curva-contra curva apertada.

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