No meu curso de francês existem 14 nacionalidades diferentes: Portuguesa, Belga, Chinesa, Alemã, Búlgara, Romena, Turca, Italiana, Americana, Espanhola, Tailandesa, Marroquina, Cingalesa (Sri Lanka) e Indiana... Ao longo dos tempos tenho vindo a conhecê-los melhor e a conhecer as suas histórias de vida. São histórias muito intensas, umas mais felizes, outras mais infelizes, outras mais tranquilas, outras mais agitadas, umas muito audazes e outras nem tanto assim... Mas todas elas estão unidas por um factor base, a mudança. Não é uma mudança aqui ou ali, é uma constante mudança.
As idades das pessoas que estão neste curso vão desde os 15 aos 60 anos e a maioria, incluindo a de 15 anos, já mudou de país mais do que duas vezes (!) e alguns tencionam continuar assim, nessa mudança constante, mesmo com três ou mais filhos. Esta é uma forma de viver e estar no mundo completamente diferente para mim e completamente diferente do que eu pensava que queria para mim.
Estas histórias e esta atitude de vida perante o mundo deixam-me pensativa... como também me deixa pensativa a resposta do meu mais recente vizinho aqui no bairro, o meu colega de curso Alexandre, quando ontem lhe perguntei " Então Alexandre, mas tens perspectivas de voltar, tens um "plano de ataque"...?" e ele me responde: "Eu não vou voltar, eu vivo aqui, como em qualquer outra parte do mundo. O difícil é dar o primeiro salto, a partir daí...."
Pois...
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